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Intensidade

intensidade

Parei o carro em frente a casa dela. Alguns minutos depois ela apareceu no portão, estava linda. Tinha pernas torneadas e uma bunda incrível. Confesso que nunca fui de ficar olhando para a bunda das mulheres, mas ela tinha algo de especial. Meus olhos foram seguindo-a enquanto dava a volta pela frente do carro, abria a porta e sentava ao meu lado.

Nunca tinha falado com ela, apenas a via de longe andando pela cidade. Tínhamos marcado um cinema, mas um estacionamento vazio em frente a uma loja de conveniências de um posto foi o nosso destino.

O ar estava ligado e o perfume dela circulou com mais facilidade. Um cheiro doce, não daqueles que causam enjoo, era delicado, muito suave. Ela sentada no banco do carona falava mais do que eu. Nunca fui muito de conversar, acredito que um bom proseador é aquele que mais ouve do que fala, sempre preferi escrever, então, disse que talvez eu escrevesse sobre ela depois, ela gostou, sorriu e a deixei falar mais.

Contava-me suas alegrias, loucuras e dores. Eu a encarava com um olhar profundo, queria ver todas aquelas histórias narradas se transformarem em cenas dentro do olho dela, como o desfecho de um filme.

Ficamos frente a frente durante algum tempo. Então, pedi que relaxasse e ela lentamente deitou em meu colo. Ficamos nos olhando em silêncio por cerca de cinco minutos, eu gostei da sensação. Ela parecia gostar de me olhar. Passava a mão no meu rosto, como se o examinasse. Durante esse momento eu comecei a pensar que as pessoas sempre desejam primeiros encontros admiráveis, encantadores. Uma noite, um estacionamento vazio, silêncio, um ar gelado, vidros embaçados, acho que era um bom começo.

Não demorou muito para voltarmos a conversar, o silêncio foi rompido quando ela disse que gostava dos meus traços faciais. A cada palavra proferida, sua boca se aproximava da minha. Aquela pele extremamente macia e delicada. Aquela feminilidade maliciosa. Cada toque e passar de mãos naquelas belas pernas me excitava. Eu reinava, mas me continha. Ainda não estava na hora. Queria descobrir o que mais ela tinha para me contar.

Ela disse que tinha gostado do meu perfume e subiu cheirando meu pescoço vagarosamente, dando leves beijos nele. Toquei seus ombros, deslizei minhas mãos ao longo do seu corpo até chegar à cintura. Aquela é a cintura mais gostosa que já toquei; firme, com uma linda curva.

Segurei-a com força apertando seu corpo contra o meu e naquele momento entregamo-nos um ao outro. O jogo de lábios, o jogo de línguas se tocando foi maravilhoso.

Explorei todo o seu corpo com as minhas mãos. Era maravilhoso. Dei aqueles toques mais gostosos que podem existir naquele lugar quente e melado. Ela se aproximou da minha orelha e deu um longo suspiro seguido de um gemido que me fez mordê-la toda. Há lugares que todo homem deseja em uma mulher. E os lugares de seu corpo que eu desejava, me foram entregues.

Agora estou aqui, descrevendo estas lembranças e excitado novamente. Sentindo o cheiro dos seus lábios inferiores ainda impregnados em meus dedos. Pensando em enviar esse texto para ela.

– Ezra é o pseudônimo de um adolescente calmo e sarcástico de 19 anos que atualmente está no 2º semestre do curso de Direito na Faculdade de Castanhal, estado do Pará. É apaixonado por livros, especialmente os de Charles Bukoswky, e escritor nas horas vagas, além de amar o inglês, francês e alemão. Mantém uma pequena agenda na mochila durante o dia a dia, o qual faz constantes anotações e no final, deixa o sentimento se encarregar de encaixá-las umas nas outras para criar textos.