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Teor de Açucar

teor de açucar

Ok, eu me rendo…

Retiro toda essa farsa,
e a máscara que me disfarça
de menina má.

A verdade é que sou mais doce
do que bolo de festa infantil.
Mas eu tenho medo,
medo desses começos
com meios e fins.

Porque eu só queria um amor
com gostinho de açúcar mascavo
e caldo de cana no deserto.
Um amor que durasse
– quem sabe –
uma vida inteira.

Esse vai e vem me desgasta.
E a conquista é sempre o mesmo ritual.
Amar do começo ao fim
– só um ser –
por acaso, faz mal?

E nessas poucas linhas me rebelo.
E revelo que parte da minha ousadia,
nada mais é do que um coração magoado.
Que depois de ter sido
tantas vezes pisado.
Hoje tem medo de se abrir outra vez.

E assim eu confesso:
Aquele doce que certo dia comi,
virou glicose em meu corpo,
e hoje corre em minhas veias.

Em escala de amor,
meu teor de açúcar é alto.
Diabetes Mellitus.

– Cris Aquino é bióloga por formação e aspirante a fotógrafa por paixão. Não sou poeta, mas rabisco algumas palavras que descrevem os meus sentimentos e o meu dia-a-dia. Escrever é um descarrego, uma terapia.

Minhas Fobias

minhas fobias
Tenho fobia de filas.
Filas de supermercados,
de ônibus,
bancos,
e terminal integrado.
Tenho fobia de lugares tumultuados.
Olinda no carnaval,
o Galo da madrugada.
No reveillon os fogos de artifício,
quando em exagero.
Tenho medo até de procissão
e enterro.
Não tenho medo de bicho,
aranha, cobra, macaco, mosquito.
Tenho medo é de gente.
Gente que me prende,
gente que morde e não come.
Tenho medo de gente que me consome.
Suga meu oxigênio e me sufoca.
Mas não sei se isso importa.
Nem sei mais pra quê escrevo.
Ah, sobre os meus medos.
Que exagero!
São medos tão esquisitos
que nem sei se existe nome.
Espera, parece que eu tenho
Agorafobia,
quem diria.
Mas o pior deles,
-eu vi no Google-
é a tal da filofobia:
Medo irracional de se apaixonar.
E acabar
-como no Poema da Naia-
uma pobre e puta
BURRA.
AQUINO

Ps.: Porque apaixonar-se é pior do que enfrentar a fila do Barro/Macaxeira numa manhã de sexta-feira.

– Cris Aquino é bióloga por formação e aspirante a fotógrafa por paixão. Não sou poeta, mas rabisco algumas palavras que descrevem os meus sentimentos e o meu dia-a-dia. Escrever é um descarrego, uma terapia.