Morte Súbita – J.K. Rowling

resenha morte subita

O que dizer sobre o primeiro livro adulto da nossa amada Tia Jô ? É simplesmente perfeito! Eu sinceramente não tenho palavras para descrever o grau de perfeição do mesmo. A maneira que Rowling abordou o conteúdo, todo o universo criado por ela, como já é de praxe, a cidadezinha de Pagford que a princípio é vista pelo leitor como apenas uma cidade qualquer, aos poucos vai mostrando toda sua complexidade, ou seja, a realidade de vida dos seus indivíduos, revelando que por trás de toda a fachada de cidade perfeita, onde tudo ocorre perfeitamente bem, há casais com problemas sérios, relações de pai-filhos insustentáveis, pessoas infelizes, insatisfeitas com suas próprias vidas, a autora ainda aborda o mundo das drogas, da sexualidade na adolescência, da adoção, do bullying, da orientação sexual, do adultério, ou seja, todos esses temas que as pessoas frequentemente preferem fingir que não existem ou simplesmente ignorá-los.

E, para mim, esse é o diferencial de Morte Súbita, porque ele trás todos esses temas considerados polêmicos para a discussão, e os expõe não necessariamente da maneira mais bonita, consequentemente mostrando que não existem pessoas perfeitas, que a realidade não é separada entre os “mocinhos” e os “vilões”, mas que todos nós temos nossas imperfeições, e estas se diferenciam a partir da maneira que lidamos com elas, seja diante da sociedade ou apenas para consigo mesmo, a maneira que costumamos lidar com as nossos erros e vícios em geral é falha, porque cegar e tentar não vê é sempre mais fácil que admitir e tentar mudar a situação de maneira positiva.

O livro em si requer uma leitura mais atenciosa, porque envolve os temas de maneiras bem complexas e está sempre mudando o ponto de vista da história, ou seja, todos os personagens participam da narração, sempre expressões suas opiniões e sentimentos que em geral podem ser considerados bem extremos. Os diálogos, sempre retratados de maneira tão fiel a realidade, buscam usar o vocabulário específico do contexto que determinado personagem está inserido e tocam o leitor ao conseguir expressar de fato toda a emoção exteriorizada nas cenas. Eu particularmente conseguia sentir toda a tensão, ansiedade, medo, excitação, desespero, alegria, enfim tudo o que os personagens estivessem expressando, e pelo menos para mim, não é todo livro que consegue atingir essa profundidade, o que apenas se justifica como outro ponto forte deste livro.

Morte Súbita, foi um presente inesperado, assim como eu já mencionei no título, dado pela minha querida irmã. Eu o li já há algum tempo, só que apenas agora consegui escrever sobre o mesmo aqui, devido a toda correria que a faculdade me proporciona todos os dias. Eu amei o livro, como já está mais do que claro, o que não é nenhuma surpresa porque já sou fã da Tia Jô há muito tempo devido a nossa querida saga “Harry Potter”, eu ainda assim fico maravilhado com as peculiaridades da escrita de Rowling, devido a sua capacidade incrível de escrever  livros como este, tão complexo, e tão real ao mesmo tempo. Eu acredito que esta é apenas uma janela que J.K. Rowling quis abrir para o mundo, para que ela pudesse mostrar como a sociedade pode se mostrar obscura e ao mesmo tempo como todos esses fatos são tão reais e presentes no nosso dia a dia, para que assim, possamos refletir e tentar mudar alguma coisa.

Eu super recomendo a leitura, é um livro longo, 500 páginas, mas que pode ser lido num só folego.

“Morte Súbita é uma grande história, de uma grande escritora”.

Por Edmilson Rodrigues

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