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Alomorfia das palavras – Antítese

Bestas.

Tudo o que queremos, tanto queremos

Em cima das mesas.

Flores, cores vivas e amores.

Sem dores. Oh, sem elas.

Nunca estamos prontos para as dores.

Mas sempre queremos ores no final,

No final da palavra amor.

Antítese? Antítese.

Antítese não termina com ores.

Que seja.

Mas qual das suas frases

Não nos trará rancores?

Mágoas, vão às águas

Escorrem feito as mesmas.

Decorrentes das dores

Que surgiram com amores.

As mágoas são as antíteses.

As quais não sabemos explicar,

Só sentir.

– Raquel; Uma garota com foco difuso, espalhado por todas as coisas nesse grande mundo. Apaixonada pela arte, a escrita é o que me motiva. É uma das coisas que me mantém viva. Espontânea, vibrante e louca pelas coisinhas simples da vida. Sou complexa. Sou amante, sou isso mesmo. Eu.

Direção: Matheus Fábio, Juliana Almeida, Ana Roberta e Pedro Júnior

Atores: Allan Avelyn e Gustavo Ramos

Poesia recitada por: Allana Evelyn e Richard Fernandes

Edição: Matheus Fábio

Agradecimentos: Fernanda Capibaribe.

Sobre “vestir-se”

As palavras precisam sair das gavetas. Esse é o objetivo do nosso projeto, dar vida as letras que mofam em seus esconderijos: nos fundos dos armários, prensadas entre os cadernos. Nossa equipe acredita que as histórias só vivem se forem contadas. E quantas formas de contar um bom texto existem? O Gaveta já trabalhava com imagens estáticas, textos publicados em nossos sites e até no formato de revista, a “Sinestesia”, mas percebemos que ainda não era o suficiente. As palavras existem também em som e nessa forma são muito poderosas. Podem ser narradas, declamadas, expressando emoções em diversos tons.

Refletindo sobre isso chegamos à conclusão de que as letras merecem ganhar todas as “vestes” possíveis. Assim, estreamos agora uma nova dinâmica do Gaveta de Letras. Autores, se preparem, pois alguns de vocês poderão ter suas palavras interpretadas, refletidas em sons e imagens dinâmicas, saindo das gavetas para ganhar o mundo nas vestes que bem entenderem! E que poesia seria melhor, para abrirmos essa linda parte do projeto, do que a de Camila Grizzo, “Veste”?

Disseram-me que deveria escolher qual veste dar aos meus versos é como Drummond? como Leminski? como Cecília? ou autores diversos? Então eu descobri que meus versos são nus, desses que não se vestem de alguém ora é assim, ora assado com ritmo ou …………………………des ………com ….pas ……………sa …….do sem se apossar da veste de ninguém.

– Caipirinha do interior paulista, com 20 anos de idade, me chamo Camila e comecei a escrever para dar forma às abstrações que guardo em mente. Grande entusiasta da vida e amante de música tenho procurado meu caminho entre as pedras do mundo.

Edição: Matheus Fabio