Versos da Alma

psu4Htp

Meus dedos são como lápis

Que vão escrevendo versos

No papel do teu corpo.

E nesse corpo,

As vezes,

Me encontro com marcas

E cicatrizes de poemas antigos

Que foram apagados com o tempo.

As vezes bebo-te

Em goles de raiva,

Misturado com perdição.

E trago todo o egoísmo

Que tem em ti,

Com cigarros baratos

Ascendidos na chama da tua timidez.

E em meio a toda essa confusão

Que é você;

Vejo tua boca,

Lépida e sádica,

Destilando sorrisos

Empoçados de venenos.

E acho teus olhos,

Quietos e calados,

Tentando disfarçar

Aquilo que você tem por dentro;

E que agora

Está fora de seu controle.

Bem, quem sou é uma questão que me tortura há tempos. Só posso dizer que sou estudante de História e nas horas vagas escrevo e vivo. Tenho 19 anos e pretendo ser professor. Simpatizo com poetas sacanas e marginais, pois gosto das palavras que saem da raiva, dor, ódio, angustia, ócio e sofrimento. Pra mim, são os melhores poemas.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s