Monthly Archives: Julho 2015

Alomorfia das palavras – Antítese

Bestas.

Tudo o que queremos, tanto queremos

Em cima das mesas.

Flores, cores vivas e amores.

Sem dores. Oh, sem elas.

Nunca estamos prontos para as dores.

Mas sempre queremos ores no final,

No final da palavra amor.

Antítese? Antítese.

Antítese não termina com ores.

Que seja.

Mas qual das suas frases

Não nos trará rancores?

Mágoas, vão às águas

Escorrem feito as mesmas.

Decorrentes das dores

Que surgiram com amores.

As mágoas são as antíteses.

As quais não sabemos explicar,

Só sentir.

– Raquel; Uma garota com foco difuso, espalhado por todas as coisas nesse grande mundo. Apaixonada pela arte, a escrita é o que me motiva. É uma das coisas que me mantém viva. Espontânea, vibrante e louca pelas coisinhas simples da vida. Sou complexa. Sou amante, sou isso mesmo. Eu.

Direção: Matheus Fábio, Juliana Almeida, Ana Roberta e Pedro Júnior

Atores: Allan Avelyn e Gustavo Ramos

Poesia recitada por: Allana Evelyn e Richard Fernandes

Edição: Matheus Fábio

Agradecimentos: Fernanda Capibaribe.

HIPOGLICEMI(NH)A

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Doce.

———– Em busca de

doce

————elas percorriam meu corpo hoje.

————E até encontrariam

o doce

————se a vida,

————que não tem

————-(quase) nada

de doce,

————não me tivesse chupado

————–o que um dia em mim

foi doce.

– Ceaga: Confiando na proteção do acaso, andei muito tempo distraído pela estrada da vida. Fui otário! Caí em vários buracos. Hoje, com vários arranhões na derme e na epiderme, sobrevivo, mas de muita coisa me privo. Meus versos eternizam o que eu fui num pretérito (imperfeito), o que sou num presente – que é tudo, menos simples -, e o que um dia eu talvez seja num futuro um tanto incerto.